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Folha de S. Paulo, 28/12/1995

Internet Cidadã

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RIO DE JANEIRO _ Não faz assim tanto tempo, o presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador do Rio, Marcello Alencar, posaram diante de terminais de computadores. De acordo com os jornais, eles estavam navegando na Internet, rede que permite a comunicação entre usuários de computadores de todo o mundo.

Até aí, ótimo. Esperamos que estejam fazendo agradáveis jornadas pelos mares virtuais da rede.
Mas ambos, assim como outros governantes, poderiam dar mostras concretas de maior apego e entusiasmo pelas potencialidades tecnológicas oferecidas pelo computador. Talvez a melhor maneira de demonstrar essa adesão seria colocar à disposição do público, via Internet, informações que hoje apenas em tese são públicas.

Informações relacionadas, por exemplo, à liberação de verbas para este ou aquele programa, para o ministério X ou para o banco Y.

A necessidade profissional faz do jornalista um caçador compulsório desse tipo de informação: volta e meia batemos às portas de órgãos públicos em busca de dados sobre concessões de TV, homicídios, arrecadação de impostos, resultados de licitações.

São informações que deveriam estar disponíveis para qualquer cidadão. A prática mostra que, de um modo geral, nada é assim tão simples: muitas vezes o fornecimento de uma informação é protelado e mesmo negado.

O que se discute não é a criação de melhores condições de trabalho para os jornalistas. O que se quer é garantir ao cidadão o exercício de um direito básico: o de saber, de maneira objetiva, como está sendo gerido um negócio do qual ele é sócio.

Obs: por falar em liberdade de informação, já passou do razoável essa onda de apreensões de livros que estariam detratando fulano ou beltrano. A lógica deve ser simples: cada um é responsável por aquilo que fala ou escreve. Quem se sentir atingido deve apresentar sua versão para os fatos e/ou buscar uma reparação na Justiça. Impedir a circulação de um livro não passa de censura.


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