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A tabelinha de Paulo Scott com Laurentino Gomes

separador Por Fernando Molica em 14 de novembro de 2019 | Link | Comentários (0)

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Emendei Marrom e amarelo, do Paulo Scott, com Escravidão, do Laurentino Gomes. Os dois livros foram comprados ao mesmo tempo, vieram na mesma sacola - desde então, não param de conversar, falam o tempo todo da tragédia do desterro e da escravidão de milhões de seres humanos, um processo determinante na formação do nosso país, do povo brasileiro.

A escravidão nas Américas teve cor, um componente fundamental, transmitido de geração em geração. Mais do que uma referência aos antepassados e lembrança do terror histórico, a cor negra que, com maior ou menor intensidade, marca os corpos de quase todos os brasileiros, funciona como alerta - impede que esqueçamos o que houve, o que foi feito e o tanto que ainda precisa ser cobrado e conquistado.

Somos, quase todos, herdeiros de um paradoxo, descendentes de escravizados e de seus antigos donos. Alguns (ou muitos) de nossos antepassados foram chicoteados/violentados por outros de nossos ancestrais. É impossível dizer que não somos, individualmente, resultado de um ou de muitos estupros. Durante séculos tentamos diluir essa tragédia, negá-la, uma tarefa facilitada para os mais amarelos e tornada quase impossível para os marrons.

A negação só aprofundou o impasse e a injustiça. Basta andar nas ruas, dar uma olhada nas estatísticas. A escravidão e o racismo afetam a vida de todos nós, impedem qualquer projeto de construção de uma sociedade que tenha alguns mínimos denominadores em comum. Ao longo de 500 anos, apostamos na exclusão, no isolamento, no disfarce, na construção de guetos. Deu no que deu.

Precisamos discutir nosso passado, lidar com nossos paradoxos e encaminhar saídas plurais e abrangentes. Precisamos nos conhecer melhor - a leitura dos dois livros é importante para isso -, precisamos parar de nos negar.


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