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Os agressores e seus cúmplices

separador Por Fernando Molica em 28 de setembro de 2018 | Link | Comentários (0)

Nós, jornalistas, não somos donos da verdade. Volta e meia erramos - como nosso trabalho é público, as mancadas ou forçadas de barra são apontadas e discutidas. É do jogo. A sociedade tem o direito de questionar o que publicamos, de exigir retratação de erros, de, no limite, nos processar. É assim que funciona numa sociedade democrática. O problema é quando jornalistas passam a ser perseguidos por conta de reportagens que revelam crimes ou fatos constrangedores cometidos por integrantes de um determinado agrupamento político.

Os ataques partem de agressores sequer se dão ao trabalho de questionar o que foi publicado, apontar eventuais erros de apuração ou edição. Movidos pela fé e não pela lógica, atacam, difamam, caluniam, ameaçam. Covardes, com frequência se escondem atrás de nomes falsos. Fogem do debate, da necessária contraposição de ideias, a eles só interessa a divulgação de sua cartilha religiosa e o combate aos que consideram infiéis.

O mundo já acompanhou situações semelhantes, é o só ver o que aconteceu no processo de ascensão e consolidação do nazismo e do fascismo - não são os únicos exemplos. Esses sujeitos têm que pagar nos tribunais pelo que fazem. A ameaça e o constrangimento não são voltados apenas contra jornalistas, mas contra toda a sociedade, contra o direito de circulação de idéias e informações.

Tão grave quanto as ameaças é o silêncio cúmplice dos líderes políticos que inspiram os ataques. Eles também têm que ser responsabilizados. Por último: há aqueles que não ofendem ou ameaçam, mas vibram com os ataques, acham que os tais jornalistas merecem o que recebem.

Acredite, você, que com seu silêncio ajuda a atiçar o ódio e a intolerância, corre o sério o risco de ser a próxima vítima da marcha autoritária. Vale recorrer ao velho chavão: o mais grave numa ditadura é o guarda da esquina, aquele que se vê capaz de cometer arbitrariedades contra qualquer um. Pode ser o PM que arma um flagrante contra seu filho, o guarda municipal que multa seu carro injustamente, o fiscal que inventa irregularidades na sua loja. Na ditadura, não temos como reclamar.


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