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Mortes injustificáveis

separador Por Fernando Molica em 10 de maio de 2018 | Link | Comentários (0)

Mais um PM, um sargento, foi morto hoje na Rocinha, moradores e um outro policial foram feridos. A guerra por lá tem mais de 30 anos, não há vencedores, apenas derrotados. O que justifica tantas mortes ao longo de tantos anos? Como explicar a morte do sargento para seus quatro filhos? Ele não morreu por uma causa nobre, contra o nazismo, por exemplo. Será que os agora órfãos acharão razoável ouvir que seu pai foi morto numa guerra interminável que, no limite, tenta impedir que algumas pessoas vendam e outras comprem determinados produtos?

Os que defendem a guerra contra as drogas não pregam apenas a morte de bandidos, estimulam também a morte de policiais e de pessoas comuns. Esses entusiastas da guerra sabem que eles e seus filhos não serão vítimas dessas batalhas. Sabem que, com raras exceções, os mortos serão os pobres de sempre: bandidos, policiais, moradores de favelas. Já que se fala tanto em guerra, talvez seja o caso de criar um serviço policial-militar obrigatório, todos os jovens, homens e mulheres, ricos ou pobres, brancos e pretos, seriam obrigados a ficar um ano na PM, teriam que subir favelas, dar e levar tiros. É possível que, assim, com seus filhos ameaçados, os senhores das nossas guerras particulares deixassem de mandar os filhos dos outros para a morte.


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