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Sobre dar e comer na política brasileira

separador Por Fernando Molica em 15 de junho de 2016 | Link | Comentários (0)

A delação do Sérgio Machado revela que não há um submundo na política brasileira. Com as exceções de praxe, a nossa política se faz no submundo, é um grande propinoduto capaz de abastecer diversos outros dutos.

Em suas gravações, o Machado - e que ironia ele ostentar um nome que remete ao escritor que tratou a vida brasileira com tanto sarcasmo e ironia - diz que deu pra um político e que um outro seria o primeiro a ser comido. Afinal, como muito bem resumiu, ainda no governo Sarney, o então deputado Roberto Cardoso Alves, é dando que se recebe. As óbvias conotações sexuais das frases de Machado e Robertão acabam sendo ilustrativas da grande sacanagem em que estamos metidos (metidos, ops!).

Vamos ao óbvio: nossa política existe para viabilizar uma sistemática transferência de recursos públicos para cofres particulares. Todos os processos do jogo político - campanhas eleitorais, formação de governos, nomeações - têm o objetivo principal de abastecer este mecanismo de transferência.

A nomeação de Machado para a Transpetro não tinha a finalidade de dar um bom emprego para o sujeito, visava apenas garantir grana pesada para um grupo de políticos. E, sem querer sem injusto, dá para substituir "Machado" e "Transpetro" por outros nomes e empresas/ministérios.

É até possível que governos implantem determinadas políticas públicas razoáveis e necessárias. Mas isso só pode ser feito se atendidos os pleitos da política real - é até injusto chamar de "Centrão" aquele grupo que manda e desmanda na Câmara. Esses deputados não são de centro, nem de direita ou de esquerda, são movidos por interesses muito mais sinceros e pragmáticos. Machado é um bom exemplo disso: ex-senador tucano, viu seu poder crescer em governos petistas graças ao apoio do PMDB.

A lista de Machado é democrática e representativa: inclui PT, PSDB, PMDB, PP, DEM, PCdoB. O cara distribuiu tanto dinheiro que, a essa hora, representantes de partidos menores devem estar mais indignados do que aliviados - como puderam ficar de fora dessa mamata?


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