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Dois livros

separador Por Fernando Molica em 17 de abril de 2014 | Link | Comentários (0)

Li recentemente dois ótimos livros, escritos por amigos de faculdade, dois Sérgios - Leo ( Ser Leo) e Rodrigues (Sérgio Rodrigues). Autor de um premiado livro de contos - 'Mentiras do Rio' -, Leo, desta vez, optou pela pegada jornalística e, em 'Ascensão e queda do Império X', mostra que a Academia de Hollywood foi injusta ao não dar a Eike Batista o Oscar de efeitos especiais. Até em homenagem à sua ex-patroa, o empresário mereceria também nota máxima em alegorias e adereços.

'O drible' é o melhor romance do outro Sérgio, o Rodrigues, um dos grandes livros de ficção lançados no ano passado. Técnico que costuma cobrar de seus jogadores uma grande obediência tática, SR, desta vez, deixou o jogo rolar mais solto, os personagens têm liberdade para construir suas glórias (muitas, no caso do pai) e fracassos (sucessivos rebaixamentos, no caso do filho). Como dizem que Zagallo fez em 70, SR dá a - falsa, claro, fazer o simples dá um trabalho danado - impressão de ter se limitado a distribuir as camisas e a pedir que cada jogador fizesse o que sabia. Permitiu até uma bem-vinda concessão a dramas no melhor estilo a vida como ela é.

O engraçado é que a leitura dos dois livros num curto espaço de tempo me fez confundir ainda mais os sempre delicados limites entre ficção e, vá lá, realidade. Habituado às grandes fantasias e epopeias do futebol, digeri sem qualquer esforço a saga e as magias do craque Peralvo. Botafoguense criado à sombra das superstições imortais de Carlito Rocha e testemunha dos despachos do massagista-macumbeiro (não necessariamente nesta ordem) Pai Santana, do Vasco, não me surpreendi com a ajuda que o Peralvo recebia do além. Isso, claro, só foi possível graças à intermediação do autor, à sua capacidade de tornar a história verossímil.

Mas, como eu dizia: no fim das contas, a história narrada pelo SL é que parece fictícia.Os detalhes da construção do Império X são assustadores, desafiam a imaginação de qualquer ficcionista. Não vale dizer que o Eike se beneficiou apenas da boa vontade de governantes e da direção do BNDES. Grandes investidores estrangeiros acreditaram que ele iria, por exemplo, tirar X toneladas de minério de minas virgens, transportaria o produto num minerioduto que só existia na sua cabeça e o embarcaria num porto que brilhava no power point. O mesmo vale para a petroleira que, depois, EB inventaria. No fim do show, quando as luzes da plateia foram acesas, os acionistas perceberam que seu dinheiro tinha sumido em cartolas nas quais não havia qualquer coelho. Fica, portanto, a dica: os livros são tão bons que superam a classificação de ficção e de não-ficção


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