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O ameaçador mundo das senhas

separador Por Fernando Molica em 15 de fevereiro de 2012 | Link | Comentários (0)

Coluna Estação Carioca, jornal O DIA, 08/02:

Há até pouco tempo, tínhamos apenas que assinar documentos e, em alguns casos, confirmar em cartórios a autenticidade de nosso jamegão. O ato de empunhar a caneta e de rabiscar nosso nome ainda se mantém, mas, a cada dia, somos impelidos a participar do admirável mundo novo das assinaturas virtuais.

Chega a ser absurda a quantidade de senhas que somos obrigados a decorar. Precisamos delas para abrir o computador no trabalho, para ter acesso à caixa de e-mails, para entrar em diversos sites (bancários, jornalísticos, de lojas). Necessitamos de senhas para ir ao banco, para recuperar milhas promocionais de empresas aéreas, para emitir guias do plano de saúde, para consultar o saldo da previdência privada, para o cartão de débito, para o cartão de crédito, para o cadeado da mala.

E não é qualquer senha que serve: volta e meia levamos bronca dos computadores ao sugerir uma combinação mais simples, de fácil memorização. As senhas precisam ser seguras, complicadas, capazes de resistir à sanha dos invasores que rastreiam a rede mundial de computadores. Nada de 123456, 777777, vovoviuauva, dilmarousseff. Senha boa é algo como t5r2wq3l. Fazer é fácil, decorar é que são elas.

Num futuro próximo, talvez sejamos todos vítimas dessa barafunda digital, tudo indica um aumento das exigências e da necessidade de criarmos e de decorarmos mais e mais senhas. Em breve, chaves de casa, de carros e de escritórios serão substituídas por fórmulas criptografadas. Basta beber um pouco mais, trocar pernas e números, para o sujeito esquecer a senha da porta e ficar sem ter como entrar em sua casa.

Pior, quanto mais envelhecemos, mais números temos que decorar. Mesmo com a evolução da medicina, é razoável supor que o passar dos anos gere alguma decadência da atividade cerebral. Medidas de segurança nos obrigam a não anotar as senhas em agendas ou em papéis guardados em casa, é preciso confiar sempre na nossa memória, na capacidade de armazenar tantos dados. E aí, como faremos para, daqui a algumas décadas, sacar dinheiro e fazer compras? Temo até que, com a sofisticação dos sites de relacionamento e da interatividade virtual, em breve tenhamos senhas até para provarmos que somos nós mesmos que estamos do outro lado do computador. Senha de confirmação para a mulher, para cada um dos filhos, para os pais, para os amigos. Temo ver um deles gritando na tela: "Prove que você é o Fernando! Digite sua senha de identificação!"


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