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separador Por Fernando Molica em 30 de junho de 2010 | Link | Comentários (0)

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Entrar para o clube dos campeões do mundo é quase tão díficil quanto conseguir uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, privilégio de apenas cinco países. Os vencedores de copas são sete - só que, em tese, essa última confraria não é fechada. Dos que levantaram a taça, quatro ( Brasil, Alemanha, Argentina e Uruguai) ainda estão vivos na África do Sul. Este grupo têm 12 dos 18 títulos até hoje disputados, 66% do total.

O bloqueio é muito difícil de ser furado - a Inglaterra e a França só foram campeãs uma vez; assim mesmo, quando disputaram copas em suas próprias casas. Além da óbvia qualidade de bons jogadores - o Brasil já é um dos favoritos para as copas de 2018 e 2022, alguém duvida? -, há diversos outros fatores que ajudam os campeões. O peso de uma camisa cheia de estrelinhas conta muito, para os adversários e mesmo para os juízes. Marcar um pênalti contra o Brasil ou Alemanha é, na prática, muito mais difícil do que fazer o mesmo com seleções menos vencedoras.

Não é fácil furar o bloqueio. A Holanda bateu na trave duas vezes, a Espanha mal chegou perto da grande área (até parece o Brasil em busca da tal vaga na ONU). Como bem lembrou o Galvão - sim, ele - Argentina, Itália, Brasil e Alemanha (14 títulos juntos!) são escandalosamente hegemônicos, uma dessas quatro equipes sempre esteve presente em todas as decisões de copas. Por seis vezes - um terço do total - o último jogo da competição reuniu dois dos quatro grandes. E daí? Daí que Brasil, Alemanha e Argentina são os favoritas. O Uruguai, se perder o medo de ganhar (e parar de recuar quando está na frente), tem chances (principalmente se o Loco Abreu for escalado). No mais, Holanda e Espanha conquistaram outra oportunidade de tomar vergonha na cara. Engraçado mesmo é se der Gana ou Paraguai - mas nem eles acreditam nisso.


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