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Pontos de Partida, o Blog do Fernando Molica

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setembro 2008 Archives

O jornal jogado no chão

separador Por Fernando Molica em 26 de setembro de 2008 | Link | Comentários (5)

Hoje, há pouco, joguei o jornal no chão. Nada contra o jornal em si, mas contra as notícias. Mais: contra os fatos que geraram as tais notícias. OK, já sou cascudo, tenho 47 anos, estou há 27 anos enfiado em redações. Já subi muito morro, encarei miserê pra todo lado - cadeia, fila de hospital, bandidos de várias classes sociais. É difícil ficar espantado. E, depois de tanto tempo, continuo achando que acordar e pegar os jornais na porta de casa é um grande prazer, um dos mais antigos da minha vida.

Uma leitura meio desconexa: leio o primeiro caderno de um jornal, pulo para o noticiário do Botafogo que está em outro, dou uma olhadinha numa matéria mais ou menos interessante, vou me ilhando no meio de jornais espalhados pelo chão. Hoje, no meio desse processo, dei de cara com uma seqüência de notícias barra-pesada. O médico que levou um cacetal de tiros em Niterói, o garoto de 17 anos que morreu ao ser atingido por uma bala sem rumo, a prisão de delegados da PF acusados de chefiar uma quadrilha e - e aí perdi as estribeiras - a história de crianças de 10 anos que se prostituem em Brasília, ali perto do Palácio do Planalto. Ganham R$ 3,00 ou um prato de comida para praticarem sexo oral com motoristas.

É daquelas notícias que a gente lê com nojo, com raiva, com indignação e, principalmente, com vergonha. Pior é que não foi a primeira vez que li algo semelhante. Não havia ali qualquer novidade. Crianças pobres, sem qualquer expectativa - talvez nem a expectativa de freqüentarem escola para continuarem analfabetas -, pagando boquete em marmanjos: taxistas, policiais, empresários, funcionários públicos, sei lá. Isso, no mesmo país que se diz melhor, legal, animado, que não se preocupa com a crise (é do Bush, né?). Perplexo, aturdido, me vinguei em quem me contava a história - e taquei o jornal no chão.



"O filho eterno"

separador Por Fernando Molica em 24 de setembro de 2008 | Link | Comentários (0)

Prêmio é um negócio sempre meio complicado. No caso de literatura, sempre me pergunto se os jurados leram mesmo todos aqueles livros. Bem, admitamos que sim. De qualquer forma, o Jabuti de melhor romance para "O filho eterno", do Cristovão Tezza, é pra lá de merecido. Em janeiro passado, ainda no antigo blog, fiz alguns comentários sobre o livro. Esses aqui, ó:

Não é muito original dizer isso, mas não custa repetir que "O filho eterno", de Cristovão Tezza (Record), é um ótimo livro. E o melhor: conheço algumas pessoas que já o leram. Isso permite algo difícil nesses tempos: conversar, ainda que por e-mail, sobre um livro. Numa dessas conversas, um amigo me chamou a atenção para um dado interessante de "O filho eterno": no fundo, o personagem principal também busca o pai. No processo de rejeitação/aceitação do filho down, ele também se descobre filho, um filho igualmente eterno.
Essa observação permitiu - e a conversa foi seguindo - perceber o quanto o autor é hábil ao criar discretos paralelismos entre a história de seu filho e fatos de sua própria biografia. O filho tem uma deficiência que lhe causa óbvios problemas de adaptação ao mundo. Mas, ao refletir sobre o filho, o pai reconhece suas menos explícitas dificuldades. A humanização do personagem principal se dá de forma gradual. Algo só pode existir na medida em que ele também se descobre incapaz, inadaptado. A deficiência de um expõe a do outro. Uma leitura que nos ressalta o como, de alguma forma, somos todos meio (ou muito) incapazes e inadaptados. E é essa perspectiva que faz de "O filho eterno" um livro profundamente humano.


Heróis

separador Por Fernando Molica em 18 de setembro de 2008 | Link | Comentários (2)

A idéia do herói ficou um tanto quanto desgastada, envelhecida. A culpa deve ser, em parte, de Hollywood e de seus dramalhões supostamente edificantes. Por aqui, também tendemos a desconfiar de salvadores da pátria e que tais - não deixa de ser bom. Há um certo ceticismo interessante entre nós, e que acabou derivando para um cinismo nem sempre muito legal.

Li que, aos 75 anos, morreu o Lourenço Diaféria, jornalista que eu e muitos colegas aprendemos a respeitar. Em setembro de 1977, ele chegou a ser preso devido a uma crônica publicada na "Folha de S.Paulo" - reproduzida abaixo. O jornal, em um primeiro momento, protestou - o espaço destinado à crônica seguinte saiu em branco. Pressionada pela ditadura, a "Folha" voltou atrás. Na seqüência, demitiu Cláudio Abramo da Direção de Redação. Em seu lugar, entrou Boris Casoy.

A crônica de Diaféria foi sobre um herói e ele, a seu modo, acabou também encarnando este personagem tão curioso, difícil de ser definido, complicado de ser citado. Bem, aí vai o texto que deu tanta confusão.

HERÓI. MORTO. NÓS.
[Crônica publicada em 1º de setembro de 1977]


Lourenço Diaféria

Não me venham com besteiras de dizer que herói não existe. Passei metade do dia imaginando uma palavra menos desgastada para definir o gesto desse sargento Sílvio, que pulou no poço das ariranhas, para salvar o garoto de catorze anos, que estava sendo dilacerado pelos bichos.

O garoto está salvo. O sargento morreu e está sendo enterrado em sua terra.

Que nome devo dar a esse homem?

Escrevo com todas as letras: o sargento Silvio é um herói. Se não morreu na guerra, se não disparou nenhum tiro, se não foi enforcado, tanto melhor.

Podem me explicar que esse tipo de heroísmo é resultado de uma total inconsciência do perigo. Pois quero que se lixem as explicações. Para mim, o herói -como o santo- é aquele que vive sua vida até as últimas consequências.

O herói redime a humanidade à deriva.

Esse sargento Silvio podia estar vivo da silva com seus quatro filhos e sua mulher. Acabaria capitão, major.

Está morto.

Um belíssimo sargento morto.

E todavia.

Todavia eu digo, com todas as letras: prefiro esse sargento herói ao duque de Caxias.

O duque de Caxias é um homem a cavalo reduzido a uma estátua. Aquela espada que o duque ergue ao ar aqui na Praça Princesa Isabel -onde se reúnem os ciganos e as pombas do entardecer- oxidou-se no coração do povo. O povo está cansado de espadas e de cavalos. O povo urina nos heróis de pedestal. Ao povo desgosta o herói de bronze, irretocável e irretorquível, como as enfadonhas lições repetidas por cansadas professoras que não acreditam no que mandam decorar.

O povo quer o herói sargento que seja como ele: povo. Um sargento que dê as mãos aos filhos e à mulher, e passeie incógnito e desfardado, sem divisas, entre seus irmãos.

No instante em que o sargento -apesar do grito de perigo e de alerta de sua mulher- salta no fosso das simpáticas e ferozes ariranhas, para salvar da morte o garoto que não era seu, ele está ensinando a este país, de heróis estáticos e fundidos em metal, que todos somos responsáveis pelos espinhos que machucam o couro de todos.

Esse sargento não é do grupo do cambalacho.

Esse sargento não pensou se, para ser honesto para consigo mesmo, um cidadão deve ser civil ou militar. Duvido, e faço pouco, que esse pobre sargento morto fez revoluções de bar, na base do uísque e da farolagem, e duvido que em algum instante ele imaginou que apareceria na primeira página dos jornais.

É apenas um homem que -como disse quando pressentiu as suas últimas quarenta e oito horas, quando pressentiu o roteiro de sua última viagem- não podia permanecer insensível diante de uma criança sem defesa.

O povo prefere esses heróis: de carne e sangue.

Mas, como sempre, o herói é reconhecido depois, muito depois. Tarde demais.

É isso, sargento: nestes tempos cruéis e embotados, a gente não teve o instante de te reconhecer entre o povo. A gente não distinguiu teu rosto na multidão. Éramos irmãos, e só descobrimos isso agora, quando o sangue verte, e quanto te enterramos. O herói e o santo é o que derrama seu sangue. Esse é o preço que deles cobramos.

Podíamos ter estendido nossas mãos e te arrancando do fosso das ariranhas -como você tirou o menino de catorze anos- mas queríamos que alguém fizesse o gesto de solidariedade em nosso lugar.

Sempre é assim: o herói e o santo é o que estende as mãos.

E este é o nosso grande remorso: o de fazer as coisas urgentes e inadiáveis -tarde demais.


Minha geração

separador Por Fernando Molica em 17 de setembro de 2008 | Link | Comentários (2)

O artigo do João Paulo Cuenca sobre serviço militar (publicado ontem na revista
"Megazine", de "O Globo") me lembrou o dia em que, aos 18 anos, conheci minha geração. Neste dia eu fui à Região Administrativa do Méier, quase em frente à estação Engenho Novo, para me alistar no serviço militar. Não sei bem por que o alistamento era feito ali.

Lembro que cheguei cedo, antes das 7h. Já havia muita gente esperando. Todos jovens da mesma idade que eu, pessoas que nunca tinha antes identificado como pertencentes à tal da minha geração. Pelo menos até aquele dia, a minha geração era formada por jovens mais ou menos parecidos comigo - filho de uma então ascendente classe média suburbana que, poucos anos antes, dera um salto social ao trocar Piedade pelo Méier.

Jovens eram aqueles amigos do prédio da rua Pedro de Carvalho ou os colegas do Colégio Metropolitano que, como eu, naquele início de 1979, se preparavam para começar um curso universitário. Jovens também eram aqueles que moravam na Zona Sul, mais descolados, que namoravam mais e melhor, que iam à praia caminhando.

Mas ali, diante daquele prédio que ficava (deve ficar ainda) no fundo de uma espécie de vila, minha geração se apresentava. Os que eu até então considerava jovens eram minoria diante de todos aqueles adolescentes pobres, negros, mal vestidos. Um deles, um mulato de cabelos black power, se espremia dentro de uma uma calça comprida rosa berrante, feita talvez de cetim. Gay? Que nada. Na casa do meu colega de geração, aquela era a única calça comprida disponível, pertencia - creio - à sua irmã. E foi assim, constrangido, enfiado naquela excentricidade, que o cara amanheceu para cumprir com sua obrigação, para quitar sua dívida com a mãezona gentil.


Obs: meses depois, ao me apresentar num quartel do Rocha, conheceria outro detalhe gerancional. Havia um formulário a ser preenchido e um sargento gritou: "Quem tiver um problema de vista, sabe como é, pede pro colega preencher." Demorou um pouco para sacar que o tal "problema de vista" era apenas uma referência, vá lá, delicada, aos que não sabiam ler e escrever.



Realismo literário

separador Por Fernando Molica em 13 de setembro de 2008 | Link | Comentários (0)

Perguntas enviadas pelo repórter Marcio Orsolini, da revista "Bravo!", me obrigaram a tentar sistematizar algumas questões que me incomodam há algum tempo. Temas que têm a ver com as tentativas de classificação e, mesmo, de valoração da literatura brasileira contemporânea. Algo que ficou mais ou menos explícito quando o caderno Prosa & Verso, de "O Globo", publicou uma reportagem sobre "poéticas da delicadeza", expressão criada pelo professor Denilson Lopes.

A reportagem de Orsolini, que pode ser lida aqui, trata da eventual influência de Rubem Fonseca entre os autores mais novos. As perguntas que ele me enviou permitem uma abordagem um pouco mais ampla.Tomo a liberdade de reproduzir perguntas e respostas aqui no blog, uma tentativa de insistir um pouco mais nesta prosa.

1) O espectro de Rubem Fonseca está sumindo da Literatura Brasileira?

É razoável dizer que sim. RF marcou demais uma geração de autores. Até mais de uma geração. O impacto que ele causou na literatura brasileira justifica a influência que ele exerceu, o tal espectro. É natural que, com o tempo, essa sombra diminua. Até porque a produção atual do RF também não justifica tanto barulho. Mas a influência não foi apenas sobre os autores, mas também na crítica, que, em alguns casos, exagerou sobre a presença da marca RF na produção contemporânea. A simples existência de um homicídio passou a ser vista como fruto de influência fonsequiana.


2) Quais os traços comuns entre a literatura de hoje e a da geração passada que conta com escritores como Marçal Aquino e Paulo Lins? 3) Quais as diferenças?

É muito complicado generalizar, até porque a pergunta acaba induzindo a uma análise preferencial de estilos, temas e abordagens. Acho que o mais interessante seria falar na qualidade da produção. O fato de "Cidade de Deus" tratar de bandidos e de moradores de favelas não gera, necessariamente, uma aproximação com outros autores que abordem cenários e temas semelhantes. As favelas e os bandidos de um autor não são as favelas e os bandidos de outro. A grosso modo: como se o sertão de Guimarães Rosa fosse o mesmo de Graciliano Ramos. Seria como jogar num mesmo saco autores que abordem o universo da classe média urbana paulista ou carioca. A periferia do Luiz Ruffato é muito diferente da que é contada pelo Ferréz.

O panorama, que era muito diversificado, ficou ainda mais. Conseqüência mais ou menos natural de dois fatores: as diferenças em um país imenso como o Brasil e, principalmente, a proliferação de livros e autores. É muito mais fácil publicar hoje do que há 30 anos, isso ajuda explicar tantas diferenças.

4) É possível separar a literatura por gerações? Quais são os problemas dessa classificação temporal?

Como disse acima. Claro que daqui a uns 50 anos será mais fácil se traçar divisões, marcos, se falar em gerações. Mesmo assim isso não será tão simples já que o número de livros e autores é muito grande e tende a aumentar. Mas a seleção quase-natural proporcionada pelo tempo vai permitir distanciamento e a análise dos, digamos, sobreviventes - e isso é apenas um palpite baseado em experiências anteriores. Por enquanto, acho essa tentativa de classificação muito complicada, funciona quase como uma camisa-de-força, que tenta encaixar autores e modelos, um quebra-cabeça que tem a obrigação de ser montado, mesmo que as peças não sejam muito compatíveis. Acho difícil traçar uma linha divisória que tenha como referência o critério da data de nascimento do autor. O Marçal e o Lins são de 1958; o Bernardo Carvalho, de 1960 - são todos da mesma geração, por exemplo. E a produção dos três é bem distinta. Por este critério, eu sou da mesma geração, por exemplo, de todos eles (nasci em 1961), mas comecei a publicar muito tempo depois, em 2002, já aos 41 anos. Sou um autor novo ou veterano? Vale o critério do ano de nascimento ou o da estréia em livro?


5) O que você acha da idéia da literatura brasileira estar muito submissa à realidade?

Em primeiro lugar seria interessante saber o que seria esta tal de realidade. Qual delas? A realidade de uma favela? De que favela? A dos escritórios da Avenida Paulista? De que escritório, de qual executivo? Ou se trata aí da realidade que se manifesta na solidão, na dor-de-corno, na tristeza, na desesperança? Será que uma realidade se opõe à outra? Todos - até mesmo autores de ficção científica - partimos de alguma realidade, nem que seja a realidade que se manifesta no uso da língua portuguesa. A questão é saber como trabalhar essas realidades de forma literária e isso vai depender do talento do autor, de sua capacidade de enxergar além do óbvio, do que é mais visível, palpável. Isso vale para todas as tentativas de abordagem da realidade: em "O filho eterno", o Cristovão Tezza tratou de uma realidade, ou não? Uma realidade que tem a ver com sua própria biografia. Mas ele tratou do tema de uma maneira inovadora, não-óbvia, e fez um livro espetacular. Sinto hoje até uma espécie de preconceito contra autores que, de alguma forma, situem seus personagens em universos mais próximos, mais "reais" - como se eles ficassem presos demais à tal "realidade". Insisto: isso não pode ser algo necessariamente bom ou ruim, vai depender do livro. Pode ser um ótimo livro ou apenas uma espécie de transposição literária de uma realidade jornalística, carregada de chavões e de lugares-comuns. A violência que tanto nos assusta pode ser matéria prima de excelentes livros e também de panfletos horrorosos. Isso vale para tudo, para qualquer tema, do tratamento literário, da linguagem utilizada, da maneira escolhida para se contar uma histórica. Fico com medo de uma estigmatização de temas, de assuntos. Não podemos cair na tentação de criar uma espécie de neoregionalismo, que jogaria num mesmo saco todos os autores que, de alguma forma, sentem necessidade de trabalhar com elementos que se evidenciam no cotidiano das grandes cidades. Nem todos serão filhos ou netos de Rubem Fonseca ou primos do Paulo Lins. Da mesma forma que nem todos os autores que o senso mais ou menos comum chama de intimistas podem ser classificados de órfãos de Clarice Lispector. A mão do autor é que vai definir o resultado daquela abordagem. Insisto: a realidade de um livro é que está impressa nas páginas, vale o escrito.

6) De que maneira o crescimento do mercado editorial influencia - caso influencie - o conteúdo escrito pela nova geração?

A produção que se manifesta na internet reforça a ligação entre os dois pontos. Não sei se o crescimento do mercado (de todos os mercados) influencia de forma decisiva conteúdos, mas certamente permite que mais conteúdos apareçam. Mas o processo é contínuo, uma linguagem mais comum na internet acaba indo parar em livros. Mas, de qualquer forma, é interessante se falar em mercado quando tratamos de literatura brasileira contemporânea. Talvez um dos seus maiores problemas seja a não existência de um mercado proriamente dito, de um público leitor que consuma tantos e tantos livros, que dialogue com eles, que ajude a romper consensos estabelecidos muitas vezes em círculos muito pequenos, de leitores não-comuns: editores, críticos, agentes e os próprios autores.


Afrodite in verso

separador Por Fernando Molica em 12 de setembro de 2008 | Link | Comentários (0)

AfroditeInVerso_Capa.jpg

Como foi dito aqui no post anterior, hoje haverá o lançamento do livro "Afrodite in verso", da poeta e amiga Paula Cajaty. Vai ser na Argumento do Leblon a partir das 19h30. Como aperitivo, segue um dos poemas, Catecismo.

inferno é perder a vida por medo.
o paraíso é presente.
te convido para o fogo.


Rapidinhas

separador Por Fernando Molica em 10 de setembro de 2008 | Link | Comentários (0)

. Recebi o livro "Afrodite in verso", que a amiga Paula Cajaty lança na próxima sexta. Uma bela edição da 7 Letras. Livro bem cuidado, bom de ser lido e folheado. Mais detalhes em próximo post.

. Tenho que voltar ao assunto. Outro dia publiquei lá em "O Dia" que O Rappa, aquela banda tão revoltada, ganhou o direito de captar R$ 5,7 milhões pela lei do mecenato. Ou seja, dinheiro que a iniciativa privada investe em shows da banda e recupera em impostos não-pagos. Dois ou três dias depois li que o mesmo governo que dá essa grana toda pro Rappa (e R$ 2 milhões pra montagem do musical "A noviça rebelde"), liberou um prêmio de R$ 90 mil para museus atualizarem seus acervos. Isso mesmo, prêmio. Nem todos vão conseguir. Na boa, em tese, O Rappa tem mais chances de se bancar que nossos museus.

. "Sujo, mas não tão sujo quanto a sociedade
Frio, mas não tão frio quanto a impiedade
Bêbado, mas não tão ébrio quanto a passividade
Sujo, frio e bêbado."


Telemarketing

separador Por Fernando Molica em 04 de setembro de 2008 | Link | Comentários (0)

Só há um jeito de acabar com esta praga: ninguém comprar nada que for oferecido por serviços de telemarketing. Boicote absoluto.


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