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Oráculo de fardão

separador Por Fernando Molica em 20 de agosto de 2008 | Link | Comentários (0)

Conversei há pouco com uma antiga e bem informada fonte acadêmica, alguém que já me ajudou muito na cobertura de eleições pretéritas na ABL. Ele acha que o Luiz Paulo Horta vence com facilidade, mas apenas no terceiro escrutínio.

Segundo ele, o Horta tem cartas-compromisso que lhe garantem 14 votos, seis a menos que o necessário para levar a eleição na primeira rodada. Três outras cartas levam votos misteriosos, que não são para o jornalista de "O Globo". O negócio é meio complicado: os eleitores, os próprios acadêmicos, podem mandar votos por cartas - o mesmo eleitor pode votar em diferentes candidatos em cada escrutínio. No máximo são realizadas quatro rodadas.

A tal fonte alinha outros três candidatos que podem ser votados: Antônio Torres, Ziraldo e Fábio Lucas. Acha que o pai do Menino Maluquinho não tem qualquer chance, andou brigando com acadêmicos por conta da história da bolsa-ditadura. E crava seu palpite no Horta (deixou clara sua preferência por este candidato).

No fim da conversa, porém, ele deixou escapar uma inquietação: tinha acabado de ver na TV um comercial de "O Globo", aquelas chamadas para a edição do dia seguinte. No comercial, foi incluída uma foto do Horta - um negócio meio sem sentido, a imagem entrava logo antes da chamada para a reportagem sobre a eleição na ABL (ilustrada, por sua vez, com uma foto do Petit Trianon). Minha fonte ficou preocupada, achou o negócio meio excessivo, alguns acadêmicos poderiam ver nisso uma certa arrogância - não do Horta, que fique claro, o cara é muito boa gente -, mas das Organizações. "Eles não deveriam ter feito isso. Os acadêmicos são meio esquisitos", concluiu.



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