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Vale o escrito: Perera morreu

separador Por Fernando Molica em 11 de junho de 2008 | Link | Comentários (0)

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Enfim, aí está o documento que atesta a morte de Antonio Expedito Carvalho Perera. A certidão de óbito foi emitida no último dia 9, em Goiânia, por determinação judicial. O processo que pedia o reconhecimento da morte de Perera foi iniciativa da filha dele, Teresa Cristina Perera, e chegou à Justiça em 2003, em causa defendida pelo advogado Hugo Xavier da Costa.

Anos antes, Teresa Cristina tentara a primeira ação judicial para declarar a morte presumida do pai, mas acabou derrotada. O novo processo foi baseado nas evidências publicadas no livro "O homem que morreu três vezes", que narra a mais do que curiosa vida de Perera: um advogado anticomunista, entusiasta do golpe de 64 e que, poucos anos depois, se aproximaria da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) e daria abrigo a Carlos Lamarca.

Preso, torturado, banido do país, Perera se aliou a grupos terroristas internacionais que atuavam na Europa e acabou indo morar na Itália, com o nome falso de Paulo Parra. Passou a se apresentar como psicólogo e virou representante do PCB no país. Ele morreu no dia 1o. de março de 1996. A sentença do juiz Leonys Lopes Campos da Silva cita diversas provas que foram publicadas no livro.


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