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Pontos de Partida, o Blog do Fernando Molica

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maio 2008 Archives

Edição extra (4) - "O Povo"

separador Por Fernando Molica em 24 de maio de 2008 | Link | Comentários (3)

O jornal "O Povo", de Fortaleza, publicou neste sábado uma resenha de autoria de Plínio Bortolotti sobre "O ponto da partida". O texto está aqui.


Edição extra (3) - resenha e entrevista no "Rascunho"

separador Por Fernando Molica em 21 de maio de 2008 | Link | Comentários (2)

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O Rascunho, principal jornal especializado em literatura no país, publicou um bom material sobre "O ponto da partida": uma resenha e uma entrevista com este blogueiro. É só clicar aqui ou aqui (página do jornal na internet).


Edição extra (2) - O jogador e o candidato

separador Por Fernando Molica em 17 de maio de 2008 | Link | Comentários (1)

Outra notinha antes do recesso de duas semanas:

Tá lá na capa do Globo on Line, agora, sábado, 10h13 - eu movi o bloco de texto:

"Fla: Obama se machuca é vetado".

Como assim? O Barack desistiu de tentar a Casa Branca e foi reforçar o time da Gávea? Ou será que o baiano Obina é que vai desfalcar a equipe?


Edição extra - Palpite paraguaio

separador Por Fernando Molica em 16 de maio de 2008 | Link | Comentários (0)

Não resisto a um rápido comentário depois de saber que o paraguaio Salvador Cabañas, o gorducho que marcara dois dos três gols do America do México contra o Flamengo, fez mais dois contra o Santos. Na transmissão do primeiro jogo do time carioca contra o mexicano, o agora comentarista Júnior sentenciou algo como "Esse Cabañas já deu o que tinha que dar."

O amigo alvinegro Sérgio França sugere que o Botafogo contrate imediatamente o atacante.


Recesso mais longo

separador Por Fernando Molica em 16 de maio de 2008 | Link | Comentários (2)

Caríssimas, caríssimos,

este blog não deverá ser atualizado nas próximas duas semanas. Poderá até rolar uma edição especial, mas não é muito provável. Não se esqueçam de passar por aqui no dia 2 de junho.

Abraços.


Nilton Santos

separador Por Fernando Molica em 16 de maio de 2008 | Link | Comentários (2)

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Acabei de ler no Globo on Line que o grande Nilton Santos, que faz aniversário hoje, sexta-feira, não está nada bem. Aos 83 anos, sofre do Mal de Alzheimer, está internado em uma clínica da zona sul do Rio. Pra piorar, teve dengue hemorrágica e pneumonia.

Sou Botafogo porque meu pai, mineiro, é Botafogo. E meu pai é Botafogo porque, ao chegar ao Rio, conheceu um time que tinha Garrincha, Didi e Nilton Santos. Meus filhos - que, claro, são Botafogo - sabem quem são Garrincha, Didi e Nilton Santos. Não apenas sabem como os cultuam. Não descuidamos de nossa história.

Há alguns anos - dez para ser exato, acabei de conferir - fiquei horas numa fila em General Severiano para pegar autógrafos do Nilton Santos no livro que ele então lançava. Um autógrafo para mim, outro para meu pai. Há dois ou três anos, numa Feijoada do Fogão, peguei outra assinatura dele, numa camisa do Botafogo: camisa obviamente inlavável - que penso seriamente em mandar enquadrar.

Nilton Santos é o que de melhor temos. Todos nós, alvinegros ou não. Um jogador que nunca maltratou a bola - a bola, diz, é amada e não podemos pisar em quem amamos. Um jogador que se orgulha de, em toda a vida, só ter usado duas camisas: a do Botafogo e a da seleção brasileira. Vocês sabem lá o que é isso?

Vida longa e saudável e feliz para Nilton Santos. Para ele vão meus carinhos, meus agradecimentos e minhas melhores saudações alvinegras.


Estranhas ondas

separador Por Fernando Molica em 15 de maio de 2008 | Link | Comentários (0)

Hoje, quinta, às 12h26, estava no meu carro com o rádio sintonizado na Paradiso FM quando a voz rouca da Ana Carolina começou a gritar uma música que eu nunca ouvira antes. Tratei de sair dali: apertei um botão e, ploct, sintonizei na MPB FM - a Ana Carolina, marcadora implacável, nem se tocou: continuou a cantar a mesma música na nova emissora. O jeito foi apertar o botão que, no painel do rádio do carro, leva para a JB FM. Frações de segundo depois, ao aportar na terceira emissora, quem encontro cantando por lá? Ela, Ana Carolina. A música era a mesma que tocava na Paradiso e na MPB. Ainda fiquei trocando rapidamente de estações - botões pré-programados de números 2, 4 e 5 (o 3 é da MEC, acho que a AC não se daria muito bem por lá): em cada nova rádio, trechos diferentes da mesma música. Pode ser coincidência? Pode, claro. Mas, sei lá, era hora do almoço, deu a maior vontade de pedir jerimum, a velha abóbora, que, salgada, combina muito bem com carne seca - ou jabá.

Ôps: uma estudante de jornalismo, acho que de Bauru, me mandou ontem um e-mail pelo site. Quando estava tentando respondê-lo, fiz alguma besteira e o detonei. Pior, não consegui encontrá-lo no meu hotmail. Por favor, mande a mensagem de novo.


O fim dos livros-reportagem

separador Por Fernando Molica em 14 de maio de 2008 | Link | Comentários (1)

Durante o congresso da Abraji, a diretora-editorial da Record, Luciana Villas-Boas, fez o alerta: o livro-reportagem corre o risco de desaparecer do mercado brasileiro. Não por falta de interesse de quem os escreve, publica e lê, mas por culpa de uma avalanche de processos como o que retirou de circulação a ótima biografia "Roberto Carlos em detalhes", de Paulo Cesar de Araújo.

Luciana contou que o livro de Araújo foi oferecido à Record - que publicara, do mesmo autor, o "Eu não sou cachorro não". Mas a direção da editora avaliou que seria um risco excessivo publicar uma biografia não-autorizada de um personagem como RC.

A questão, que afeta também o jornalismo diário, tem como centro uma espécie de contradição legal: a Constituição brasileira garante a liberdade de expressão, mas preserva o direito à privacidade. Preserva, em tese, mesmo a privacidade de pessoas públicas, que voluntariamente expõem detalhes (ôps!) de suas vidas, como o próprio Roberto Carlos. Ele, revela o livro de Araújo, reuniu a imprensa numa maternidade paulistana para apresentar o filho e, muitos anos depois, levaria a então mulher Maria Rita a um programa de TV para comemorar o milagre de sua suposta cura. Com todo o respeito: não são gestos de quem preza a própria intimidade.

O problema legal é o lado interessante da questão, uma referência para o debate. Mas há também o aspecto oportunista: advogados que, disse Luciana, se especializaram em catar, nos livros-reportagem e nas biografias, minúcias que possam gerar processos e indenizações - vale lembrar que herdeiras de Garrincha ganharam uma ação contra a Companhia das Letras porque o excelente livro "Estrela solitária" teria revelado intimidades da vida do craque, inclusive exagerado as dimensões do seu órgão sexual. A diretora da Record ressaltou que, ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos, aqui herdeiros têm direito a pedir indenização por supostos danos morais a parentes mortos.

O jornalista Lucas Figueiredo - que dividiu a mesa comigo e com Luciana -, contou que ele e a editora (a Record) foram condenados a pagar indenizações porque um juiz que atuava no processo da morte de PC Farias se sentiu ofendido com um comentário que consta do livro "Morcegos negros". Vale lembrar que, há alguns domingos, a "Folha de S.Paulo" publicou uma interessante reportagem mostrando que as indenizações que beneficiam juízes costumam ser mais polpudas que as concedidas a cidadãos comuns - não estou querendo dizer que isso ocorreu no caso do juiz de Alagoas...

O tema é sério e precisa ser discutido com urgência: caso contrário, teremos uma ameça não apenas ao jornalismo e aos livros-reportagem, mas também à própria historiografia do país - pela lógica, nada impede que algum descendente da princesa Carlota Joaquina implique com um livro publicado sobre ela e recorra à justiça para impedir sua circulação. Um bom caminho pode ser o projeto do deputado Antonio Palocci (PT-SP), já abordado neste blog: ele quer permitir a divulgação "de informações biográficas sobre pessoas públicas ou que tenham participado de acontecimentos de interesse da coletividade."

Não se trata de defender o direito à injúria, calúnia ou difamação. Mentiras e ofensas poderão, claro, ser contestadas, em acordos ou mesmo na justiça. O que não dá é para se impedir a circulação de jornais e de livros - de idéias, enfim.


Em tempo: imagine o valor da indenização caso o Ruy Castro tivesse diminuído o tamanho do mané do Garrincha. Na dúvida, já deixo um aviso para algum improvável biógrafo: aumentar, tudo bem; diminuir não, tá?


Admirável mundo novo

separador Por Fernando Molica em 12 de maio de 2008 | Link | Comentários (0)

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Na última sexta-feira cumpri um ritual que renovo a cada ano: assistir, durante os congressos da Abraji - Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo - a uma palestra do Rosental Calmon Alves, diretor do Knight Center for Journalism, da Universidade do Texas. Desta vez, a conversa foi em Belo Horizonte, e tinha como tema a (re) construção do jornalismo para a era digital.

Saí da sala com um misto de susto e entusiasmo. O Rosental tem toda a razão quando diz que passamos não por um processo de evolução, mas por uma revolução no modo de produzir e veicular informações. Perdemos, nós, jornalistas, o monopólio deste processo - graças à internet, qualquer um tem capacidade para apurar e publicar informações que podem ser lidas no mundo todo. Quando vejo o sucesso de alguns blogs (o "Estadão" de ontem trouxe matéria espetacular sobre uma blogueira cubana, a Yoani Sánchez Cordero), chego a rir da dificuldade que tínhamos, no início dos anos 80, para produzir uma simples edição do jornal-laboratório da Escola de Jornalismo da UFRJ.

Em suma: as tiragens dos jornais norte-americanos caem a cada ano, as audiências dos telejornais de rede também desabam (a idade média do público desses programas envelheceu, varia de 55 a 60 anos), banhos de sangue irrigam redações obrigadas a diminuir de tamanho. Em compensação, surgem alternativas na internet que mudam a ampliam os horizontes - rádios, quem diria?, passam a colocar fotos em seus sites (rádio com imagem!?!), sites informativos criados por não-jornalistas são consumidos com voracidade (exemplo, o Huffingtonpost), a lógica do emissor-consumidor é substituída pela idéia de redes de informação, a publicação de um jornal em papel começa a ser vista como apenas a parte final e consolidada de um processo de divulgação de notícias.

Assustador? Claro que sim. Até porque, como cantava o Lobão, quem é que vai pagar por isso? Como sustentar uma rede de coleta e processamento de boas informações diante de um cenário que ameaça toda a estrutura dos tradicionais veículos de comunicação? As tentativas são inúmeras, empresas do ramo tentam manter na internet o peso de suas marcas, de suas assinaturas, buscam ressaltar o valor de sua credibilidade. Resta saber como o mercado publicitário vai acompanhar este processo e mesmo como o público vai reagir à idéia de continuar pagando por informações que, a cada dia, se acostuma a receber gratuitamente.

É meio maluco entregar o destino à lógica do mercado, à capacidade de reinvenção do capitalismo, mas não há muitas saídas. O negócio é não perder o bonde, tentar acompanhar essa revolução, buscar influenciá-la, não deixá-la fugir. E, claro, comemorar a chegada de tempos em que enfim se inverte uma lógica de monopólio da fala.


Folgas

separador Por Fernando Molica em 08 de maio de 2008 | Link | Comentários (0)

Este blog entra em recesso até segunda-feira.

Abraços.


América, América, América (a vingança de Montezuma)

separador Por Fernando Molica em 08 de maio de 2008 | Link | Comentários (1)


Da l´Italia noi siamo partiti
Siamo partiti c´o nostri onore
Trienta e sei giorni de machina e vapore
E i Mèrica noi siamo arrivà

Mèrica, Mèrica, Mèrica,
Cosa sarála sta Mérica?
Mèrica, Mèrica, Mèrica,
L´è un bel massolino de fior

A la Mèrica noi siamo arrivati
No abiam trovato n´è pàglia, n´è fieno
Abiam dormito su´l nudo terreno
Come le bestie abiami riposà

Mèrica, Mèrica, Mèrica,
Cosa sarála sta Mérica?
Mèrica, Mèrica, Mèrica,
L´è un bel massolino de fior

La Mèrica, l´è lunga e l´è larga
L´è formata de monti e de piani
E co´le industria dei nostri italiani
Abiam fondato paesi e cità.

Mèrica, Mèrica, Mèrica,
Cosa sarála sta Mérica?
Mèrica, Mèrica, Mèrica,
L´è un bel massolino de fior


Harmonia Enlouquece

separador Por Fernando Molica em 05 de maio de 2008 | Link | Comentários (5)

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O grupo já tem pelo menos um clássico no currículo, a ótima "Sufoco da vida" - "Estou vivendo, no mundo do hospital/ tomando remédios de psiquiatria mental" (aqui, trechos de músicas) -, e agora lança seu segundo CD: "Pra distrair a lembrança do irritado".

Por suas músicas e por sua história, o Harmonia Enlouquece parece brincar com tantas definições volta e meia aplicadas a bandas que surgem no cenário pop: aquela história de se falar em trabalho inusitado, revolucionário, instigante e, mesmo, louco. Como definir um grupo formado por pacientes e profissionais de um hospital psiquiátrico, o Centro Psiquiátrico Rio de Janeiro?

O Harmonia Enloquece é resultado do projeto "Convivendo com a Música", coordenado pelo musicoterapeuta e psicólogo Sidnei Martins Dantas e idealizado pelo psiquiatra Alexandre Lins Keusen. O trabalho é de grupo, mas lá brilha a estrela de um ótimo cantor e compositor, Hamilton de Jesus (autor, com Alexandre Machado, da citada "Sufoco da vida").

O novo CD traz 14 novas músicas. A seguir, trechos de algumas letras:

"Quando ouço ruídos distantes,
Imagino disformes semblantes,
Minha mente vagando no espaço,
Desespero não sei o que faço"
("Reflexões", Luis Olavo Oliani)

"A gente canta assim
Por nosso povo
Não somos loucos
O que queremos é autonomia"
("Samba de raiz", Hamilton de Jesus e André I. Rodrigues)

"Ao contrário do meu prontuário
Não sou santo nem otário
E aí fui saindo de mansinho
Deixei no questionário umas verdades"
("Verdade as vezes dói", Sidnei Dantas, Raquel Cruz e Francisco Sayão)

Mais informações sobre o CD no CPRJ: (21) 2516 5504


Zé Simão e o Ronalducho

separador Por Fernando Molica em 01 de maio de 2008 | Link | Comentários (3)

Um momento pouco politicamente correto neste blog. A crônica do José Simão hoje, na Folha de S.Paulo, está engraçadíssima. Alguns trechos:

"Manchete do dia: Ronaldo volta a treinar com bolas."

"Por isso que o Ronalducho tá gorducho: tá comendo gordura trans."

"E tão dizendo o seguinte: quando o Ronaldo jogava no Barcelona, saía com a Milene. No Real Madrid, com a Cicarelli. No Milan, com a Raica. Agora, que quer voltar para o Flamengo, pegou três travecas!"


Poetas (3)

separador Por Fernando Molica em 01 de maio de 2008 | Link | Comentários (0)

Como prometido, aí vai mais um poema. É da Paula Cajaty - feliz proprietária de um blog em que publica poemas, contos e críticas literárias.


A destempo


não uso relógios.

uso sua ausência
para alcançar os outros
e me encontrar no tempo alheio.

uso o tempo
do sentimento
o vazio tempo do nada
e todo meu corpo já se molda
em incontáveis horas inumeradas.

horas de instintos,
as pulsões me avisam sua chegada
me puxam para a mesa
me despertam para o sol
instintos relógios sem hora
são eles que me levam pra cama.



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