Estação Piedade: A Biografia de Fernando MolicaEstante: Livros Públicados pelo MolicaPáginas Amarelas: Textos, Artigos e outras palavras maisO Caso Amanda/Muriel: E o processo do Ministério Público ItalianoBlog: Pontos de PartidaFoto MolicaClique para voltar a página principalFoto Molicawww.fernandomolica.com.brEntre em contato com o Fernando MolicaInformações para Imprensa

Blog

Pontos de Partida, o Blog do Fernando Molica

separador
BG

Belo musical - apesar das músicas

separador Por Fernando Molica em 19 de abril de 2008 | Link | Comentários (1)

once_l.jpg

"Apenas uma vez" é legal, sensível, delicado - confirma que é possível se fazer boa ficção a partir de histórias mais ou menos banais, que o recurso a grandes viradas - assaltos, homicídios, adultérios - serve, muitas vezes, apenas para esconder a incapacidade de se elaborar uma boa trama.

O diretor John Carney chega a brincar com alguns chavões cinematográficos. Fornece pistas que dão ao espectador a ilusão de saber o que vai acontecer na cena seguinte - os adivinhos quebram a cara. A falta de emoções fortes é a grande sacada de "Apenas uma vez" ("Once", no original). O filme segue mais ou menos no ritmo da vida, essa que a gente leva no dia-a-dia: uma chateação crônica ali, desilusões que vamos empurrando com a barriga, a esperança ilusória de um novo e redentor amor.

A história do encontro entre um músico de rua (interpretado pelo roqueiro irlandês Glen Hansard) e uma imigrante (a também música Markéta Irglová) é simpática, conduzida com base em imagens ágeis - espertas, como se dizia há algum tempo - e cortes docemente abruptos. Tudo isso com o minúsculo orçamento de 150 mil dólares.

O filme é um musical não-convencional, os diálogos não são interrompidos para números de canto e dança. Mas a música é parte fundamental do longa - volta e meia os personagens aparecem cantando, dentro da ação. E o chato é ter que ouvir o tempo todo uma série de canções insuportavelmente açucaradas (diabéticos devem tomar doses extras de insulina antes da sessão). Uma delas, "Falling Slowly", de Hansard e Markéta, ganhou o Oscar este ano - e é uma legítima representante daquelas gororobas melosas e retumbantes que costumam faturar o prêmio.

Vale o ingresso? Vale, claro. Mas saí do cinema torcendo para que "Apenas uma vez" não sirva de inspiração para um filme semelhante estrelado por Oswaldo Montenegro ou Fábio Junior.


1 Comentários Enviados

Ôps, um comentário sobre "Apenas uma vez", feito por Sérgio Jones, acabou indo parar no post anterior - Resenhas. Como não sei mudar, ficou por lá mesmo. Vale a pena conferir.

separador

Deixe seu Comentário











Type the characters you see in the picture above.

BG
© Todos os direitos reservados. Todos os textos por Fernando Molica, exceto quando indicado. Antes de usar algum texto, consulte o autor. créditos do site    Clique para ver os créditos do site