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A origem da suposta propina

em 26 de agosto de 2016

O relatório da Polícia Federal que trata do indiciamento de Lula e da Marisa Letícia não esclarece um ponto fundamental: a razão de a PF bancar que as eventuais vantagens ilícitas concedidas ao ex-presidente pela OAS estão diretamente relacionadas aos escândalos na Petrobras.

A existência de ligação entre as tais vantagens e a estatal é que poderia justificar o fato de o inquérito - que apura fatos ocorridos em São Paulo - estar sendo conduzido na Superintendência da PF do Paraná, no âmbito da Lava Jato do juiz Sérgio Moro.

Ao incluir a investigação no guarda-chuva da Lava Jato, a PF e o Ministério Público definem o que querem encontrar - evidências da ligação de Lula com o Petrolão. Definem também que o caso ficará com o Moro.

A OAS é uma grande empreiteira, ao longo das administrações petistas, conseguiu obras na Petrobras e em outros órgãos/empresas do governo federal (participa, por exemplo de Belo Monte, integra o consórcio Invepar que tem como sócios fundos de pensão de estatais, tem contratos com o Exército e a Marinha).

Ou seja, a suposta propina paga a Lula poderia ser relacionada a qualquer outro contrato. Como o tal apartamento fica no Guarujá e os bens do Lula foram levados para São Paulo seria razoável supor que um inquérito seria aberto neste estado, e não no Paraná (ou no Rio, ou no Amazonas).

Para fazer a ligação entre Lula e a Petrobras, a PF transcreve trechos de uma manifestação do Ministério Público Federal que tenta estabelecer esta relação.

No documento, o MPF diz que, por conta da participação do ex-ministro José Dirceu no esquema da Petrobras, "não é
despropositado aventar a hipótese" de que outras pessoas "extrema importância econômica, funcionai ou política receberam vantagens indevidas oriundas da corrupção na PETROBRAS."

Outro trecho diz não ser "crível" que Lula "desconhecesse existência dos ilícitos".

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42% dos cariocas reprovam Temer; aprovação é de 12%

em 24 de agosto de 2016

Segundo pesquisa do Ibope, 42% dos cariocas reprovam o governo de Michel Temer: para 29%, a administração do presidente interino é péssima, 13% a classificam de ruim.

A taxa de aprovação é de 12%: 2% afirmaram que o governo do peemedebista é ótimo; 10% disseram que é ruim. Dos 805 entrevistados entre os dias 20 e 22 de agosto, 40% classificaram de regular a administração Temer, 6% não responderam à pergunta. A pesquisa foi feita entre os dias 20 e 22 de agosto.

Os índices relativos a Temer variam pouco por faixas de renda. Entre os que recebem mais de cinco salários mínimos, a administração do interino também fica em 42%. A reprovação é um pouco maior na faixa mais baixa, dos que recebem até um salário mínimo. Neste universo, 45% classificaram o governo de ruim (10%) e de péssimo (45%).

Na mesma pesquisa, encomendada pela Globo Comunicação e Participação e registrada no TRE com número RJ-06567/2016, o índice dos que consideram ótimo o governo de Francisco Dornelles foi de 0%. Dos entrevistados, 6% classificaram sua administração de boa. A reprovação chegou a 47% (ruim para 16% e péssima para 31%). Para 39%, a gestão do governador em exercício é regular.

As perguntas foram incluídas no mesmo questionário que avaliou intenções de voto para prefeito.

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Pitacos municipais 5 - Freixo e Bolsonaro, os semelhantes

em 24 de agosto de 2016

Segundo a pesquisa do Ibope, o candidato a prefeito do Rio preferido pelos integrantes da faixa de renda mais alta (renda superior a cinco salários mínimos) é o deputado estadual Marcelo Freixo, do Psol.

Entre esses eleitores, Freixo tem 20% das intenções de voto, contra 15% de Flávio Bolsonaro (PSC), 12% Marcelo Crivella (PRB) e 9% de Pedro Paulo (PMDB).

O candidato do Psol também sai na frente entre os que têm ensino superior: 18% contra 15% de Bolsonaro, 14% de Crivella, 7% de Jandira Feghali (PCdoB) e 6% de Pedro Paulo. Freixo demonstra ter herdado eleitores dos primeiros tempos do PT carioca, quando o partido tinha votos principalmente na Zona Sul e na Tijuca.

Apesar das diferenças ideológicas, eleitores de Freixo e Bolsonaro têm características parecidas - as intenções de voto em ambos são menores na medida em que diminuem renda e escolaridade dos entrevistados. No geral, o candidato do Psol tem 12% das preferências contra 11% do filiado ao PSC.

Entre os que estudaram até a quarta série, Freixo tem apenas 1% de votos, Bolsonaro, recebeu 4% - Jandira Feghali, do PCdoB, que com o candidato do Psol disputa os votos de esquerda, fica com 7%. Dos eleitores que recebem até um salário mínimo, Freixo tem 7%; Bolsonaro, 9%.

Crivella, líder isolado da pesquisa com 27% das intenções totais de voto, começa a disparar entre os eleitores com renda entre dois e cinco salários mínimos (29%, contra 12% de Freixo e de Bolsonaro) e com ensino médio (27%, contra 11% dos mesmos Freixo e Bolsonaro).

O senador do PRB cresce até chegar a 46% entre aqueles que cursaram até a quarta série do Ensino Fundamental e a 35% entre os que recebem entre um e dois salários mínimos (fica com 31% no universo de renda até um salário mínimo).

Empatados no cômputo geral no terceiro lugar, com 6% das intenções de voto, Jandira e Pedro Paulo têm desempenhos semelhantes em todas as faixas de renda e de escolaridade - o melhor resultado do peemedebista, 10%, é entre os eleitores com até um salário mínimo.

Jandira leva vantagem sobre Pedro Paulo entre as mulheres - 10% a 6%. No eleitorado masculino, ela tem a preferência de apenas 3%, ele cresce um ponto e chega a 7%.
E é também entre as mulheres que a candidata do PCdoB acirra a disputa com Freixo - entre elas, o candidato do Psol ficou com 11% das intenções de voto, contra 13% registrados no eleitorado masculino.

Entre os eleitores de 16 a 24 anos, o deputado do Psol chega a 22%, contra 32% de Crivella e 5% de Jandira.

A pesquisa indica que Pedro Paulo e Freixo deveriam tratar Jandira muito bem. Ela tem um eleitorado muito parecido com o do peemedebista e disputa com o candidato do Psol votos que podem ser decisivos na luta por uma vaga no segundo turno.

Indio da Costa, Carlos Roberto Osorio (PSDB) e Alessandro Molon (Rede) não chegam a se destacar em nenhum segmento. O máximo de intenções de voto do candidato do PSD é de 7%, entre eleitores de 45 a 54 anos.

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